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6.3.09

AqUi eu sOu feliZ



Deixem-me plantar sonhos no meu mundo encantado. Quero viver aqui, mesmo que sozinha com as minhas flores e arco-íris encantados.
Quero voltar aquele preciso momento em que, inocentemente, apenas julgava este mundo existir. Deixem-me voltar, vivê-lo.
Deixem-me cheirar de novo as flores desse meu quase jardim.
Um punhado de sonhos e magia na mão, o meu gato ao colo e as estrelas no olhar... é só o que preciso para ser feliz.


[de lábiOs rOxos de vinhO tintO e sedentOs de maiS, dO quE nãO tiVe.]

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28.2.09

Erros




Se calhar pensar assim é um erro
mas grandes alegrias minhas vieram de erros
E maiores de fazer sem pensar que podia errar.

Se tivesse medo de cair não corria
medo de chorar não amava
medo sofrer não me dava
medo de me revelar não os vivia
medo de errar não vivia.


Eu vivo sem pensar logo viver-me é o maior erro para quem tem medo de sentir.


"Most people die of a sort of creeping common sense, and discover when it is too late that the only things one never regrets are one's mistakes." Oscar Wilde

pic:  bionic7

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12.1.09

a Possibilidade de Uma ilha


"Olha para os pequenos seres que se agitam ao longe; olha.
São homens.

À luz do dia que desaparece, assisto sem um lamento ao desaparecimento da espécie. Um derradeiro raio de sol rasa a planície, passa por cima da cadeia montanhosa que limita o horizonte a leste, projecta um halo vermelho na paisagem desértica. As grades metlicas da barreira de protecção que cerva a residência resplandecem. Fox rosna suavemente; presente, com certeza, a presença dos selvagens. Por eles, não experimento nenhum dó, nem nenhum sentimento de pertença comum; considero-os mais inteligentes que os macacos e, por isso mesmo, mais perigosos. Acontece-me abrir as grades para socorrer um coelho, ou um cão vadio; nunca para socorrer um homem.

também nunca me ocorrerá acasalar com uma fêmea dessa espécie. Muitas vezes territorial nos invertebrados e nas plantas, a barreira inter-específica torna-se comportamental nos vertebrados superiores.

Algures na Cidade Central, há um ser construído como eu, semelhante a mim; tem, pelo menos, as minhas feições e os meus orgãos internos. Quando a minha vida chegar ao fim, a ausência de sinal será captada em nanos-segundos; o fabrico do meu sucessor iniciar-se-á de imediato. No dia seguinte, o mais tardar dois dias depois, a barreira de protecção será reaberta; o meu sucessor instalar-se-á entre estas paredes.
será ele o destinatário deste livro.

A primeira lei de Pierce identifica a personalidade com a memória. Não há nada, na personalidade, que seja memoriável (quer a memória seja cognitiva, processual ou afectiva); é graças á memória, por exemplo, que o sono não destrói de modo nenhum a sensação de identidade.

De acordo com a segunda lei de Pierce, a memória cognitiva tem por base adequada a linguagem.
A terceira lei de Pierce define as condições de uma linguagem não enviesada.

As três leis de Pierce poriam termo às tentativas aleatórias de downloading memorial por intermédio de um suporte informático em benefício de uma parte da transferência molecular directa, sobretudo do que hoje conhecemos pela designação de narrativa de vida, inicialmente concebida como um simples complemento, uma solução de expectativa, mas que iria, em consequência dos estudos de Pierce, adquirir uma importância considerável. Assim, este progresso lógico capital conduziria curiosamente à reabilitação de uma forma antiga, no fundo muito próxima do que outrora se chamava autobiografia.

A respeito da narrativa de vida, não há regras precisas. O início pode efectuar-se em qualquer momento da temporalidade, assim como o primeiro olhar pode incidir sobre qualquer ponto do espaço de um quadro; o importante é que, aos poucos, o conjunto se destaque."



Michel Houellebecq, A possibilidade de uma ilha

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29.12.08

tic, tac, tic, tac, tic, tac


Já só faltam dois dias!
E as minhas Luas estarão cá quase todas.
Skywalker: Tu estarás cá, no nosso coração, como sempre.

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24.12.08

Oh, Oh, Oh!

nOgs wish you a Happy, happy Merry Christmas!



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21.11.08


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6.11.08

There are monsters underneath the bed…

Pics By Rosie Hardy


I can’t get in there.


This is not the true of my world, i procrastinated everything today.

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1.11.08

Um coração Gigante

Há aqueles que nos mostram o coração
e ao vê-lo vêmos o nosso, mostrando-o
Fundindo dois corações, num
tornando-o cada vez mais gigante

Há aqueles que nos mostram o seu coração já gigante
que passeiam pela rua e sem comunicar contagiam
preenchendo em cada um dos seus puros passos
todos os corações por onde se cruzam e encantam

E há aqueles, raros, de coração gigante
que descobrem outros corações gigantes
Que ao verem-se, um no outro
tornam o mundo mais brilhante

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29.10.08

dEUS - The Architect (from Vantage Point)

Aqui fica mais um gostinho a dEUS, outra das músicas que tocaram em Barcelona no concerto do passado domingo.

Esta é do novo álbum Vantage Point.

amazing!!!

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dEUS - Instant Street (from The Ideal Crash)

O concerto de domingo foi genial. Aqui está um gostinho de dEUS.
Adoro esta música e emocionei-me bastante ao ouvi-la.

Esta é dedicada especialmente ao Arvi que sei que é um grande fã deles (e creio que desta música em particular também).

Beijos crazy's lindo/as!!!

[Quem quiser ver as fotos e a review convido-o ao meu Encontros Luminosos]

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15.10.08

It's the Great Pumpkin, Charlie Brown! 1/3

Uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá (...) uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá (...) uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá.
Uá uá uá?
Uá?
Uáaa uá uá uá!!!
Uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá (...)
Uá uá uá uá uá uá.
Uá!
Uá uá uá uá uá uá uá?
Uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá uá... uáaaa!



... Humm... Não percebo porquê que insistem em me chamar de Charlie Brown...

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2.10.08

Água salgada por detrás de olhos cansados


pic by Rosie Hardy

Cansaço.Um pedido de ajuda encoberto por palavras feias.
As corridas infindáveis por trilhas de terra batida.
As raivas gritadas escondendo medos de criança.
Um não-te-preocupes sem sinais de verdade.


Água salgada por detrás de olhos cansados.


Lágrimas.
Que não caem, que não respiram, que encrostam.
Melancolias perdidas entre multidões de semelhantes.
Tecidos tingidos pelo vermelho que dói no meu corpo.
Mágoas desnecessárias.


Suicidar-se aos poucos é viver subitamente a morte todos os dias.


O tempo.
Que não cura de todo. Que não cicatriza nada. Que é surreal.
Os sonhos que adormecem a alma dormente.
A vontade de nunca mais acordar quando a manhã é anormalmente fria.
A distância entre eu e mim.


Em que é me tornei?


O arrependimento.
A vontade de dizer que não se gosta de quem se é.
O impulso de insultar falsamente um desconhecido.
A necessidade humana que se confunde com fraqueza.
A verdade que teima em ser escondida.


Já não quero ser sozinha. Ajudas-me?


– Não.



Retirado daqui

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20.8.08

Vamos?!


Já te sentiste assim em algum momento da tua vida?
Em que no meio do frenesim, agitação e adrenalina, o mundo pára...
Tudo o que fazes parece não gastar um segundo do teu tempo
e tudo o que fazes nesse momento sentes intensamente?
Mesmo que vulgar, corriqueiro fá-lo sentindo-o por inteiro?


Penso nisso e nesses momentos que por vezes sinto e fico admirada de como posso, no meio das gigantes auto-estradas de milhentas faixas de rodagem cheias de informação a correr a velocidades vertiginosas e em diferentes sentidos, parar assim de um momento para o outro e brindar-me com um calmo sorriso.

Desde ontem que me apetece apanhar aquele eléctrico do castelo contigo...
Para a próxima não me fico pela vontade, agarro-te pela mão e levo-te comigo a atravessar Lisboa à noite num eléctrico amarelo antigo e vazio!

Te Adoro



Pic: AELLITA

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13.8.08

Travel

Who's gonna there? 

:)

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4.8.08

:)


Existem momentos divinais…
Momentos que alheios de vontade...fogem e abrigam-se no coração de quem os tem e ai permanecem para sempre especiais.
Momentos sem igual em que tu amas num segundo … voas por entre mundos sorrindo.
Momentos em que as palavras que saem do teu ser são de um saber antigo que vai despertando devagarinho…
Momentos onde deixas de sentir o coração amachucado e sentes que renasce e se eleva …. Levando te a seu lado
Momentos em que te revelas e desvelas e ficas em nu em bruto como um diamante e brilhas …apenas sendo
E nesses momentos em que És encontras seres que São ……numa dança interminável...cantam e dançam a mesma canção

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7.7.08

A um sonha-senti(dor)

Pic by myself :o)

Os seus olhos pintados de aguarela, como largas gotas de lágrimas rasgadas, carregam uma infinidade de imagens.
Mas são, sendo seus, olhos de melancolia. Olhos seus, olhos de magia.
E nessa travessia lunar descobrimos os seus lábios de hiperglicemia, que persistem guardando cada pedaço que beijaram, sorrindo todos os momentos vividos a cada dia.
Agita os braços e os ombros, numa dança ondular. Faz-nos rir, faz-nos sorrir, convida-nos a dançar.
Abraça-nos, chama-nos para abraçar. Aperta-nos contra o peito, leva-nos na alma e faz-nos acreditar.
Cavaleiro de sonhos e utopias, vive em nós e pinta os nossos dias...
É o quadro vivo de um dos corações mais belos alguma vez pintado!

Por tudo isso, pelo mais que é, hoje celebro a felicidade do dia onde tudo começou...


Happy birthday Arvi!!!


Pic by rosiehardy

You're my Lucky Seven ;0)

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24.6.08

Hey you!






































Tu também és um dos meus cinco dedos





Amo devagar os amigos que são tristes com cinco dedos de cada lado. Os amigos que enlouquecem e estão sentados, fechando os olhos, com os livros atrás a arder para toda a eternidade. Não os chamo, e eles voltam-se profundamente dentro do fogo.


- Temos um talento doloroso e obscuro. Construímos um lugar de silêncio. De paixão.


Aos Amigos, Herberto Hélder




Descobri este texto magnífico, que vos dedico, num dos meus cinco dedos. Aqui.



Pic1 by cambiodefractal
Pic 2 by Cenele
Pic3 by Lá Caitlin

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19.6.08


Quero...ser sem ver
Não ter … tendo
Sentir através dos olhos de outrem
Ouvindo os mil sons do coração querendo…
Viver sem estar ligado ao ontem

r

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18.6.08

Receita mágica


Uauu!!!
Descobri a solução para todos os meus problemas, anseios, doenças, pesadelos.
(AHAHAHAHAH!)

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13.6.08

filme



Em termos de diálogos é sem dúvida um dos meus filmes favoritos

Will
: So, when did you know, like, that she was the one for you?
Sean: October 21st, 1975.
Will: Jesus Christ. You know the fuckin' date?
Sean: Oh yeah. 'Cause it was Game 6 of the World Series. Biggest game in Red Sox history.
Will: Yeah, sure.
Sean: My friends and I had, you know, slept out on the sidewalk all night to get tickets.
Will: You got tickets?
Sean: Yep. Day of the game. I was sittin' in a bar, waitin' for the game to start, and in walks this girl. Oh, it was an amazing game, though. You know, bottom of the eighth, Carbo ties it up at 6-6. It went to twelve. Bottom of the twelfth, in stepped Carlton Fisk. Old Pudge. Steps up to the plate, you know, and he's got that weird stance.
Will: Yeah, yeah.
Sean: And BAM! He clocks it. High fly ball down the left field line! Thirty-five thousand people, on their feet, yellin' at the ball, but that's not because of Fisk. He's wavin' at the ball like a madman.
Will: Yeah, I've seen...
Sean: He's going, "Get over! Get over! Get OVER!" And then it HITS the foul pole. OH, he goes apeshit, and 35,000 fans, you know, they charge the field, you know?
Will: Yeah, and he's fuckin' bowlin' police out of the way!
Sean: Goin', "God! Get out of the way! Get 'em away!" Banging people...
Will: I can't fuckin' believe you had tickets to that fuckin' game!
Sean: Yeah!
Will: Did you rush the field?
Sean: [surprised at the question] No, I didn't rush the fuckin' field; I wasn't there.
Will: What?
Sean: No - I was in a bar havin' a drink with my future wife.
Will: You missed Pudge Fisk's home run?
Sean: Oh, yeah.
Will: To have a fuckin' drink with some lady you never met?
Sean: Yeah, but you shoulda seen her; she was a stunner.

Will: I don't care if Helen of Troy walks in the room, that's Game 6!
Sean: Oh, Helen of Troy...
Will: Oh my God; and who are these fuckin' friends of yours, they let you get away with that?
Sean: Oh... they had to.
Will: W-w-w-what'd you say to them?
Sean: I just slid my ticket across the table, and I said, "Sorry, guys; I gotta see about a girl."
Will: I gotta go see about a girl?
Sean: Yeah.
Will: That's what you said? And they let you get away with that?
Sean: Oh, yeah. They saw in my eyes that I meant it.
Will: You're kiddin' me.
Sean: No, I'm not kiddin' you, Will. That's why I'm not talkin' right now about some girl I saw at a bar twenty years ago and how I always regretted not going over and talking to her. I don't regret the 18 years I was married to Nancy. I don't regret the six years I had to give up counseling when she got sick. And I don't regret the last years when she got really sick. And I sure as hell don't regret missin' the damn game. That's regret.
[pause]
Will: Wow... Woulda been nice to catch that game, though.
Sean: [sheepishly] I didn't know Pudge was gonna hit a homer.

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